Artigo publicado na Folha de SP
Encrenqueira, inglesa Amy Winehouse ganha elogios em seu 2º disco
da Folha de S.Paulo
Os cabelos pretos, cheios de ondas vivas, passam longe do estilo louro-e-domesticado da maioria das cantoras jovens, e o visual é um mix original da moda anos 60 com os acessórios dourados dos rappers e dos "chavs" ingleses.
As músicas revelam os traços de uma mulher geniosa, sincera, cool e divertida, capaz de rir da estupidez alheia e de suas próprias burradas, de confessar seus vícios e de contar como chorou largada no chão da cozinha por causa de um romance fracassado.
| Divulgação |
![]() |
| Cantora inglesa Amy Jade Winehouse |
Depois de tudo isso, fica difícil não se
apaixonar por Amy Winehouse. Se a descrição não for
convincente, basta apertar o play em "Back to Black", segundo CD da
cantora da mais recente safra de talentos britânicos, para
reconhecer suas qualidades nada ordinárias.
O disco, que sairá no Brasil em fevereiro, tem a
produção de Mark Ronson --responsável pelo
álbum de Lily Allen, outra garota-prodígio inglesa. O
primeiro single, "Rehab", em que Amy fala de seus problemas com o
excesso de álcool, rendeu ao CD uma estréia no terceiro
lugar da parada britânica. O novo single, "You Know I'm No
Good", lançado oficialmente hoje, conta com um remix de
Ghostface Killah, membro do norte-americano Wu-Tang Clan, um dos
mais conhecidos e adorados coletivos de rap do mundo.
Apesar de ter conseguido muito espaço na mídia
graças a seu pavio curto e por se envolver em confusões
quando exagera nos drinques, Amy é muito mais do que uma
marqueteira da pá virada. Sua voz irresistível, que
parece pertencer a uma diva do soul com bem mais de 23 anos,
impressionou a crítica especializada e, entre seus fãs,
está o ícone mod Paul Weller, que a convidou para dividir
o palco em uma série de shows.
De Londres, Amy falou à Folha, por telefone e
e-mail, sobre música, bebidas e moda.
FOLHA - O single "Rehab" fala sobre como você se
recusou a participar de um programa de reabilitação para
alcoólatras. Qual é a sua relação com a
bebida?
AMY WINEHOUSE - Estava passando por um momento
pessoal difícil, e meus agentes quiseram me levar para uma
clínica, mas decidi que resolveria tudo sozinha. Eu e a bebida
temos uma relação bem intensa, de amor e ódio. Tenho
noites incríveis e divertidas e momentos péssimos, que me
causam sérios problemas.
FOLHA - Você é conhecida por falar sempre o que
pensa, e isso nem sempre é bem visto no mundinho das
celebridades...
WINEHOUSE - Não dou a mínima para essa
gente que se preocupa demais com as aparências. Ignoro
completamente.
FOLHA - Seu visual é bem marcante e original.
Você escolhe suas roupas?
WINEHOUSE - Gosto de me vestir como uma
adolescente dos anos 60 ou como uma dona-de-casa daquela
época. Eu mesma escolho as peças, faço a minha
maquiagem e arrumo o meu cabelo.
FOLHA - Quase todas as suas letras falam de seus
relacionamentos e problemas pessoais. Você não tem medo
de se expor demais?
WINEHOUSE - Não mesmo. Quem sai na chuva, se
molha.
FOLHA - Já pensou em criar outras coisas com suas
histórias de amor, como poemas ou um romance?
WINEHOUSE - Desde criança eu sempre escrevi
músicas, poemas, histórias. Gosto de criar pequenos
contos a partir do que acontece com as personagens das minhas
canções. Mas, acima de tudo, adoro escrever letras para
as minhas músicas.
FOLHA - Seu disco tem uma forte pegada retrô. Quais
foram suas referências para gravar esse
álbum?
WINEHOUSE - Eu estava obcecada pelas coisas da
Motown, especialmente pelos grupos vocais femininos dos anos 60.
Enfim, músicas desesperadas, de partir o
coração.
FOLHA - Você tem sido comparada com divas do porte de
Aretha Franklin e Etta James. O que acha disso?
WINEHOUSE - Fico lisonjeada, embora nunca tenha
sido especialmente influenciada por elas. Admiro a originalidade
dessas cantoras. Elas são artistas únicas.
FOLHA - Por curiosidade, qual é o seu drinque
preferido?
WINEHOUSE - Dia diferente, drinque diferente.
Curta o vídeo da música back to black cantando junto!
Amy Winehouse Lyrics


Marina
Qua 18 Mar 2009 02:04